A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem até a tarde desta quarta-feira (17) para explicar a apreensão de uma pistola dele durante uma blitz de bafômetro na noite de segunda. A ordem é do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é d’O Globo.
O advogado Celso Vilardi foi intimado da decisão por WhatsApp às 15h desta terça. O prazo para resposta aos questionamentos do ministro é de 24 horas.
Segundo despacho de Moraes, consulta ao sistema do Exército confirmou que a pistola Glock 9 mm, com carregador sobressalente, pertence a Bolsonaro. A arma foi recolhida pela Polícia Civil do Distrito Federal.
A apreensão ocorreu a menos de 10 dias do fim da prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro para tratamento de broncopneumonia. A Polícia Civil informou o caso ao gabinete de Moraes.
A arma foi encontrada com um sargento que se identificou como integrante do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. Ele disse à polícia que retirou a pistola para reparo do percussor e que a devolveria nesta terça.
O relato do sargento contradiz a versão do agente que parou o carro. Segundo o boletim de ocorrência, o sargento fechou o vidro do veículo ao notar a arma no assoalho.
O policial responsável pela abordagem questionou o registro da pistola. Somente após verificar que não havia registro em nome do sargento, ele afirmou que a arma era de Bolsonaro e ficava dentro do carro.
Conforme o boletim, a apreensão ocorreu porque o sargento não apresentou o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF). O nome de Bolsonaro consta no documento como envolvido na ocorrência.