Federação PP e União Brasil avalia neutralidade e pode retirar apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, avalia adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial de 2026, movimento que pode enfraquecer a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão ainda será definida, mas lideranças das duas siglas indicam que o apoio formal ao parlamentar perdeu força nos últimos dias.

Com a possível retirada do apoio, também fica mais distante a possibilidade de uma composição com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata a vice na chapa de Flávio. Nos bastidores, dirigentes defendem que os filiados tenham liberdade para apoiar os candidatos que considerarem mais alinhados nos estados.

O desgaste entre Flávio Bolsonaro e integrantes da federação teria aumentado após a crise envolvendo o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), citado em investigações relacionadas ao caso do Banco Master. Segundo relatos de aliados, o dirigente esperava uma atuação mais firme do senador em sua defesa.

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Outro ponto de tensão envolve o União Brasil, após a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) Márcio Canella, aliado político de Flávio e apontado como nome para disputar uma vaga ao Senado. Lideranças da legenda avaliam que a falta de manifestação pública do senador sobre o caso aumentou o desconforto interno.

A definição da federação deve ocorrer antes do início das convenções partidárias, previstas para começar em 20 de julho. Caso a neutralidade seja confirmada, Flávio Bolsonaro perderá o apoio de uma das maiores estruturas partidárias em negociação para a eleição presidencial de 2026.

Com informações/ Carta Capital e O Globo