PT aciona STF por vídeo de IA de Bolsonaro exibido em convenção do PL

Partido alega que gravação exibida na convenção do PL pode ter descumprido medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes e pede providências ao STF.

Foto: Reprodução

O Partido dos Trabalhadores (PT) acionou neste domingo (26) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que o vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), produzido com inteligência artificial e exibido durante a convenção nacional do PL, pode ter descumprido as medidas cautelares impostas pela Corte. A legenda sustenta que o conteúdo teve caráter político-eleitoral e violou a proibição de divulgação de manifestações desse tipo, inclusive por meio de terceiros.

O vídeo foi exibido no sábado (25), durante a convenção que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Na gravação, um avatar com a imagem e a voz de Jair Bolsonaro afirma estar “preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária” e pede apoio à candidatura do filho.

Na petição encaminhada ao STF, o PT argumenta que o uso de inteligência artificial não afasta o cumprimento das restrições impostas por Alexandre de Moraes em decisão de 17 de julho. Segundo o partido, a mensagem foi exibida em um ato eleitoral, transmitida ao vivo e publicada nas redes sociais do PL e de Flávio Bolsonaro, configurando divulgação político-eleitoral.

Além da manifestação ao STF, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, protocolou representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A federação sustenta que o vídeo caracteriza propaganda eleitoral antecipada e viola as normas da Justiça Eleitoral sobre o uso de inteligência artificial em campanhas. Entre os pedidos apresentados estão a aplicação de multa e a retirada do trecho das transmissões disponibilizadas no YouTube.

A defesa de Jair Bolsonaro questiona as restrições impostas pelo STF e apresentou recurso para que a decisão seja revista ou analisada pela Primeira Turma da Corte. Os advogados argumentam que as medidas são desproporcionais e defendem a flexibilização das limitações impostas ao ex-presidente.

Com informações da CNN Brasil