[VÍDEO] PT não vai “abrir mão” de compromisso e espera que Walter assuma o governo, avalia deputado

Foto: Reprodução/ALRN

Deputado estadual e líder da bancada governista na Assembleia Legislativa, Francisco do PT avaliou, em entrevista à 98 FM Natal nesta terça-feira (13), que a legenda petista não irá abrir mão do compromisso firmado com o vice-governador Walter Alves (MDB), o qual, anteriormente, disse que assumiria o cargo de governador após a saída de Fátima Bezerra (PT) para disputar uma vaga no Senado Federal em 2026.

Confira:

Em declarações feitas a interlocutores na última semana, Walter Alves afirmou que renunciará ao cargo para disputar as eleições como candidato a deputado estadual. Com isso, ele não poderá assumir o governo até o fim do ano. O anúncio, porém, ainda não foi feito oficialmente.

Francisco reforçou que Walter e Fátima foram eleitos pelo Rio Grande do Norte. Desta forma, ele defende que Walter permaneça dentro do projeto governista até o fim do mandato.

“O vice-governador não oficializou a governadora, não formalizou. Mas o PT, aí eu não posso falar por outro partido, o PT não abrirá mão, na minha opinião, de cumprir com a delegação que o povo do Rio Grande do Norte nos deu em 2022. O povo do Rio Grande do Norte delegou a governadora Fátima e ao vice-governador Walter em 2022, em primeiro turno, a missão de governar o Rio Grande do Norte até o final deste ano de 2026. Se depender do PT, o PT não abrirá mão disso”, disse.

Plano B?

O parlamentar foi questionado se a espera pela definição oficial de Walter não poderia prejudicar o plano de governo e a articulação da base governista com a vitória de um nome contrário ao governo nas eleições indiretas. Ele afirmou que nomes ligados ao PT acompanham e debatem a situação de Walter, mas ressaltou que uma decisão conjunta só ocorrerá com a oficialização.

“Nós não estamos parados assistindo a isso. Mas qualquer decisão oficial, qualquer decisão dessa natureza, sobre nomes, sobre qual projeto, plano, isso será, a palavra final é do partido nas suas instâncias partidárias. E, portanto, as instâncias partidárias só poderão deliberar, só deverão deliberar quando o vice-governador tornar oficial qual será a sua decisão”, concluiu.