O secretário de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape), Guilherme Saldanha, afirmou que o Rio Grande do Norte aguarda apenas a correção de um erro técnico cometido pelo Ministério da Agricultura da China para que o Estado possa iniciar a exportação de camarão ao país asiático. Segundo ele, os chineses cadastraram o produto de forma incorreta, registrando o camarão vannamei como sendo de captura, quando na verdade se trata de uma espécie cultivada em cativeiro.
“Infelizmente, eles cometeram essa falha. Eles colocaram como camarão vannamei de captura. Não existe camarão vannamei de captura. Tenho expectativa de que isso seja resolvido e revertido no menor espaço de tempo. Nós estamos otimistas e acreditando que a qualquer momento vamos ter essa boa notícia de que essa falha foi resolvida”, declarou.
A autorização para exportação, esperada desde julho, ainda não foi concluída, mas o setor mantém a expectativa de que o impasse seja resolvido até o fim de 2025. O equívoco no cadastro tem impedido a inclusão do camarão potiguar na pauta de exportações para a China, um dos maiores consumidores do produto no mundo.
De acordo com Saldanha, após a correção, o país asiático deve seguir o mesmo protocolo adotado no processo de abertura do mercado para o melão brasileiro. “O Ministério da Agricultura Chinês deve visitar as fazendas e as plantas que possuem registro no SIF, para então autorizar o envio do primeiro contêiner”, explicou o secretário.
A entrada do camarão potiguar no mercado chinês é considerada estratégica para o Rio Grande do Norte, segundo maior produtor do crustáceo no Brasil. A abertura comercial com a China deve impulsionar as exportações e consolidar o Estado como referência nacional na carcinicultura. Atualmente, o RN já exporta o produto para mercados como Estados Unidos e países da Europa, mas aposta no mercado asiático para ampliar sua presença internacional e agregar valor à produção.