O diretor executivo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio-RN), Laumir Barreto, detalhou nesta terça-feira (21), em entrevista ao programa Repórter 98, como será conduzido o processo de testagem de bebidas destiladas comercializadas no estado. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), visa identificar possíveis casos de contaminação por metanol em produtos vendidos em supermercados, atacadistas e distribuidoras.
Segundo Barreto, a metodologia garante total imparcialidade e sigilo. “A Universidade não sabe qual bebida está sendo analisada. Todas as amostras passam por um processo de codificação. Nós detemos as informações internas, como o nome da empresa, a marca e o local de coleta, mas o laboratório trabalha apenas com códigos. Isso assegura que o resultado seja técnico e isento”, explicou.
O acordo de cooperação técnica entre as duas instituições foi assinado nesta segunda-feira (20) e prevê o uso do Laboratório de Combustíveis e Lubrificantes da UFRN (LCL-UFRN), que dispõe de um equipamento de cromatografia a gás — tecnologia de ponta usada para detectar a presença de metanol em níveis mínimos. O método é o mesmo empregado em pesquisas de monitoramento de combustíveis e será utilizado, pela primeira vez, para examinar bebidas alcoólicas no Rio Grande do Norte.
De acordo com o diretor, a Fecomércio ficará responsável pela coleta das amostras e pela logística de envio ao laboratório. As bebidas serão lacradas e identificadas apenas por um código, sem qualquer menção à origem ou à marca. “É um processo construído com muito critério técnico e transparência. A intenção é garantir a segurança de quem consome e também proteger os empresários que atuam de forma correta”, afirmou.