O coração do comércio natalense está em festa. Um dos bairros mais tradicionais e movimentados da capital potiguar, o Alecrim, bairro da zona Leste de Natal, completa 114 anos de história nesta quinta-feira (23), celebrando sua força econômica, cultural e social.
Veja:
Com ruas sempre cheias e um comércio que pulsa diariamente, o bairro é considerado o maior centro comercial do Rio Grande do Norte. Estima-se que cerca de 150 mil pessoas circulem pelo Alecrim todos os dias, movimentando mais de R$ 3 milhões por mês e impulsionando a economia local.
De acordo com o presidente da Associação dos Empresários do Alecrim, Matheus Feitosa, o aniversário é um momento de valorizar não apenas os negócios, mas também as pessoas que fazem o bairro acontecer.
“Todo mundo sabe, mas é importante reforçar que o Alecrim tem tudo — não só produtos e serviços, mas também muita gente boa que presta atendimento com dedicação. São quase 30 mil pessoas morando aqui e ajudando esse ecossistema a funcionar”, destacou.
A história do bairro começou em 1906, quando uma epidemia de cólera levou à criação do cemitério do Alecrim. Com o tempo, surgiram as primeiras moradias ao redor e, posteriormente, o comércio que transformou a região em um dos principais polos urbanos de Natal.
Entre os muitos trabalhadores que fazem parte dessa história está Alicia, vendedora há sete anos na região.
“Trabalhar aqui no Alecrim é muito importante pra mim. Fazer parte dessa história e comemorar os 114 anos do bairro é motivo de orgulho”, disse.
Para celebrar a data, uma programação especial foi montada, com atividades de lazer e serviços gratuitos para comerciantes e moradores. A voluntária do SENAC, Mácia Medeiros, contou que foram oferecidos serviços como design de sobrancelhas, esmaltação e corte de cabelo.
“Hoje é um dia de festa e de cuidado com quem faz o Alecrim acontecer todos os dias”, afirmou.
Com mais de um século de existência, o Alecrim segue como símbolo de resistência, trabalho e esperança para milhares de potiguares — um bairro que pulsa e se renova, mantendo vivo o espírito que o tornou o coração econômico de Natal.