América não repassa verba da CBF destinada para o futebol feminino

O América está usando a teoria do “cobertor curto” nos casos do zagueiro Flávio Boaventura e do ex-treinador Evaristo Piza, que não aceitaram acordos e querem receber integralmente o que o clube deve, e agora aplica a mesma teoria para justificar o não repasse da verba de 50 mil reais que a CBF destinou como ajuda para o futebol feminino.

O presidente Ricardo Valério confirmou que repassou apenas parte do valor recebido, pouco mais de 4 mil reais para as despesas do elenco.

A informação foi levantada pelo Novo Noticias na edição impressa do sábado passado, e mostra uma realidade que não é apenas do América mas de boa parte dos clubes que dizem apoiar o futebol feminino.

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Mesmo sem um controle rígido do uso do dinheiro, a verba repassada pela CBF para todos os clubes, é para ser usada exclusivamente para cumprir obrigações com as jogadoras.

Alegar dificuldades financeiras, que as jogadoras são amadoras e que tem outras profissões ou que dentro de um cronograma o repasse será feito não justifica.

Errou o América ao não fazer o repasse, assim como errou quando dispensou e não pagou Evaristo Piza e Boaventura por exemplo.