Apesar de desgaste, Lula banca Carlos Lupi após denúncias de fraude no INSS

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante posse de Carlos Lupi como Ministro de Estado da Previdência Social. • Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deve demitir o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), mesmo após investigações revelarem um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Esses valores são pagos mensalmente a entidades e sindicatos que representam os beneficiários. Qualquer desconto precisa ter autorização prévia do beneficiário para acontecer. A única exceção é para casos envolvendo decisão judicial.

A aliados, Lula sinalizou que não deverá haver mudanças no ministério, a não ser que novos fatos, que impliquem diretamente Carlos Lupi, sejam revelados.

Apesar de blindado por Lula, no entorno do petista, Lupi é visto como um risco à imagem do governo. Pesa contra o ministro o fato de ele ter sido alertado sobre as irregularidades ainda em 2023.

À CNN, o ministro negou omissão diante do caso. Segundo ele, após ter sido informado de que havia indícios de irregularidades, ele pediu, ainda em 2023, que o INSS fizesse uma apuração sobre as denúncias.

O diretor encarregado pela apuração, porém, demorou a apresentar o resultado do levantamento. Ele foi exonerado do cargo em julho de 2024.

Para ministros, Lupi demorou para dar uma resposta ao caso. No Palácio do Planalto, há o entendimento de que o ministro da Previdência deveria ter exonerado o presidente do INSS diante do surgimento das primeiras acusações.

A avaliação do Planalto é de que o governo tem dado a resposta certa à crise ao esclarecer detalhes da investigação à população e ao exigir a saída do presidente do INSS, Alessandro Steffanuto, o que ocorreu a pedido do presidente Lula.

Fonte: CNN Brasil