A demissão de Moacir Júnior do comando técnico do América, anunciada oficialmente pelo clube na manhã desta sexta-feira (18), não foi apenas consequência de resultados ruins dentro de campo. Embora o desempenho da equipe tenha oscilado nas últimas rodadas da Série D, fontes ligadas ao clube revelaram, a reportagem da 98FM que o principal motivo da saída do treinador está ligado ao ambiente interno conturbado, especialmente à relação desgastada com parte da diretoria e do elenco.
Parte do elenco também mostrava sinais claros de insatisfação. Jogadores veteranos passaram a questionar a intensidade dos treinamentos comandados por Moacir, considerados exaustivos e pouco adaptados ao calendário apertado da Série D. A falta de diálogo com o treinador também foi apontada como um fator que contribuiu para o distanciamento entre o vestiário e a comissão técnica, agravando o clima interno.
Mesmo com respaldo inicial após a conquista do Campeonato Potiguar, Moacir Júnior perdeu espaço apoio nos bastidores à medida que os resultados negativos se somaram aos conflitos internos. A diretoria da SAF avaliou que a troca era inevitável para evitar o agravamento da crise e restabelecer a harmonia no ambiente. O clube agora busca um novo comandante que consiga unir o grupo e manter o América na disputa pelo acesso à Série C do futebol brasileiro.