Fiscalização do Ipem-RN reprova 98% de bombas de combustíveis em Natal

Foto: Assessoria Ipem

O Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte (Ipem-RN) reprovou milhares de bicos de combustíveis em fiscalizações realizadas nos primeiros meses de 2026 em diferentes municípios do estado. A ação, que contou com operações integradas e parceria de órgãos como Procon-RN, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Civil, identificou irregularidades nos equipamentos, resultando em autuações, interdições e multas que podem chegar a R$ 1,5 milhão. A ação visa garantir a correta medição do combustível, proteger os consumidores e coibir práticas irregulares no setor.

Uma das principais ações integrou a operação nacional “Tô de Olho no Abastecimento Seguro”, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com participação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

No estado, a fiscalização em Natal inspecionou 239 bicos de combustíveis, dos quais 236 foram reprovados, resultando em um índice de reprovação de 98,74%. As falhas mais recorrentes estavam relacionadas ao mau estado de conservação dos equipamentos e a problemas nas instalações elétricas, sem registro de fraudes eletrônicas.

Além da ação nacional, operações integradas com o Procon-RN, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Civil fiscalizaram postos em Natal e em Mossoró, onde 29 dos 132 bicos apresentaram irregularidades, equivalente a 21,97% de reprovação. Já na capital, 10 dos 32 equipamentos fiscalizados apresentaram problemas, índice de 31,25%.

Entre as irregularidades mais comuns estão bombas em mau estado de conservação, vazamentos de combustível, erros de medição acima do permitido, violação de selos e falhas nos mostradores. Também foram identificados acessórios não autorizados e vazamentos superiores ao limite estabelecido, mesmo com a bomba desligada.

Ao longo do mês de março, 94 estabelecimentos foram autuados. Os responsáveis têm prazo de até 15 dias para apresentar defesa, e as multas podem chegar a R$ 1,5 milhão, a depender da gravidade da infração e do porte da empresa.

O instituto orienta os consumidores a verificar se as bombas possuem selo do Inmetro, observar o estado dos equipamentos e exigir a medida-padrão de 20 litros. Denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do órgão por e-mail ou WhatsApp.