Em meio às medidas tarifárias de até 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), articula ações para amenizar os efeitos do “tarifaço” sobre as empresas e indústrias locais. Uma delas prevê o lançamento de um programa, em parceria com Sebrae, de benefícios à exportação.
“Continuaremos ampliando o diálogo com todos os atores econômicos para fortalecer o desenvolvimento e a economia do Rio Grande do Norte”, concluiu.
Há também outros projetos voltados para o fortalecimento dos setores produtivos do estado. Segundo o secretário Alan Silveira, a administração estadual, em parceria com a Companhia de Financiamento e Desenvolvimento do RN (CEFAS) e a Secretaria da Agricultura, elaborou uma proposta que já foi apresentada aos setores produtivos mais impactados pelas tarifas americanas. A medida já havia sido anunciada após reunião realizada entre o governo e o setor produtivo na sexta-feira (6).
“Nossa proposta prevê a compensação financeira nas exportações e o aumento dos benefícios do PROEDI (Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial), ampliando a renúncia fiscal do Governo do Estado para apoiar as empresas afetadas”, explicou.
O secretário destacou que esses recursos, oriundos do próprio estado, têm como objetivo amenizar os efeitos da alta tarifária para que as indústrias potiguares consigam atravessar esse momento adverso. “Estamos usando recursos próprios para minimizar o impacto que essas medidas internacionais causam à nossa economia”, afirmou Alan Silveira.
Além disso, o governo estadual está desenvolvendo estudos e planejamentos para ampliar os mercados internacionais para os produtos potiguares. “Paralelamente, estamos trabalhando na abertura de novos mercados, buscando alternativas para diversificar e fortalecer as exportações do Rio Grande do Norte”, detalhou.