O governo federal fechou o ano de 2025 com o maior volume de pagamentos de emendas parlamentares já registrado no país. Ao todo, foram desembolsados R$ 31,5 bilhões, somando emendas obrigatórias e não obrigatórias, de acordo com dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop).
Do total autorizado no Orçamento, o governo empenhou cerca de R$ 47 bilhões, o que corresponde a quase tudo o que estava previsto para o ano, mas efetuou o pagamento de aproximadamente dois terços desse valor. A maior parte dos recursos pagos foi destinada às emendas impositivas, principalmente as individuais e as de bancada estadual, que têm execução obrigatória.
As emendas de comissão, que não são obrigatórias, tiveram o menor percentual de pagamento, embora quase todo o valor autorizado tenha sido empenhado e possa ser quitado nos próximos anos como restos a pagar.
O crescimento das emendas no orçamento federal é expressivo. Em uma década, os valores autorizados quintuplicaram, passando de cerca de R$ 9 bilhões em 2016 para mais de R$ 48 bilhões em 2025. A expansão ocorreu após mudanças nas regras do Orçamento e a extinção das emendas do relator, conhecidas como “orçamento secreto”.
Na comparação entre governos, os três primeiros anos do terceiro mandato de Lula registraram volume maior de emendas autorizadas e empenhadas do que no mesmo período da gestão Jair Bolsonaro, com destaque para o forte aumento das emendas de comissão e das emendas individuais.
Na reta final do ano, o governo acelerou os pagamentos, liberando mais de R$ 1,5 bilhão na semana do Natal. A medida atendeu a um acordo entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Congresso Nacional, que buscou compensar atrasos provocados pela demora na aprovação do Orçamento de 2025.
Com informações de g1