O Sindicato dos Caminhoneiros do Rio Grande do Norte descartou a realização de greve até a próxima sexta-feira (5) e informou que as negociações com o setor patronal continuam em andamento. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do RN, Edson Negrão.
Segundo o dirigente sindical, representantes dos trabalhadores já realizaram diversas reuniões com o setor patronal e seus departamentos jurídicos. De acordo com ele, as tratativas avançaram nos últimos dias e uma nova rodada de negociações deverá ocorrer para avaliar as reivindicações apresentadas pela categoria.
Edson afirmou que o setor patronal solicitou mais prazo para discutir internamente as propostas e alinhar uma posição com sua assessoria jurídica.
“Até sexta-feira está assegurado que não haverá nenhuma mobilização, tendo em vista que estamos negociando”, afirmou.
O movimento teve início na última segunda-feira (25), com um ato realizado na BR-101, em Parnamirim, na Grande Natal. Na ocasião, caminhoneiros promoveram um bloqueio parcial da pista no sentido Parnamirim-Natal, provocando lentidão e impactos no fluxo de veículos na região.
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Reivindicações
A categoria reivindica reajuste salarial mínimo de 7%, além de melhorias em benefícios como vale-alimentação e plano de saúde. Inicialmente, os trabalhadores pleiteavam aumento de 16%, mas o percentual foi reduzido durante as negociações mediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN).
O setor patronal, por sua vez, apresentou proposta de reajuste de 4,11%.
Segundo Edson Negrão, as negociações locais também dependem do andamento de acordos firmados em outros estados, que poderão servir de referência para a definição de percentuais e demais condições no Rio Grande do Norte.
O presidente do sindicato afirmou que a entidade decidiu manter o diálogo para evitar que a categoria seja vista como intransigente durante o processo de negociação.
Apesar da suspensão temporária das mobilizações, a possibilidade de paralisação permanece em análise. Caso não haja avanço suficiente nas tratativas, uma greve poderá ser deflagrada a partir da próxima semana.
“Se não chegarmos a bater o martelo, aí sim, na segunda-feira ( 8) que vem, vai estar tudo parado”, declarou.
Até o momento, não há previsão para a conclusão das negociações entre trabalhadores e empresários do setor de transporte de cargas no estado