[VÍDEO] Cabeleireiro e influenciador potiguar faz alerta após ser internado por uso de caneta emagrecedora com retatrutida

Thalyson afirma que utilizou um produto adquirido de forma clandestina e fez um alerta sobre os riscos do uso de medicamentos sem aprovação da Anvisa

Foto: Reprodução Instagram

O cabeleireiro e influenciador Thalyson Salvino afirmou que passou cinco dias internado após utilizar retatrutida, medicamento experimental investigado para o tratamento da obesidade que ainda não possui aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O relato foi publicado nas redes sociais nesta terça-feira (30), quando ele decidiu compartilhar a experiência para alertar sobre os riscos do uso de produtos comercializados de forma clandestina.

No vídeo, Thalyson contou que decidiu usar a substância após ouvir recomendações de amigos, apesar da orientação contrária de sua médica.

“Eu inventei de tomar retatrutida. Não tomem, gente, não tomem retatrutida, sabe por quê? Porque não é legalizado pela Anvisa, tá em fase de teste, você não sabe o que tem dentro dessa caneta ou dessa ampola”, afirmou.

O influenciador relatou que utilizou a menor dosagem disponível, mas precisou ser hospitalizado. “Minha médica falou pra mim: ‘não tome, isso não tá regulamentado, não é seguro’. Pois bem, me ferrei. Passei cinco dias muito, mas muito mal. Fui para o hospital. Cinco dias de hospital.”

Segundo Thalyson, durante o período de internação apresentou episódios recorrentes de hipoglicemia, náuseas intensas e não conseguiu se alimentar. O influenciador também afirmou que desconhece a composição da substância utilizada e disse não saber se o produto continha, de fato, os princípios ativos da retatrutida ou qualquer outra substância.

A retatrutida é um medicamento experimental que atua nos receptores GLP-1, GIP e glucagon, promovendo saciedade, retardando o esvaziamento gástrico e auxiliando no metabolismo. Diferentemente da tirzepatida,a substância ainda não foi aprovada pela Anvisa nem por órgãos reguladores de outros países, já que os estudos sobre sua segurança e eficácia seguem em andamento. Por isso, o medicamento não é comercializado legalmente em farmácias e sua venda ocorre de forma clandestina.