Cerca de 500 detentos da Cadeia Pública Manoel Onofre e do Complexo Penal Estadual Agrícola Dr. Mário Negócio, em Mossoró, apresentaram sintomas de infecção intestinal nos últimos dias. A Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró e a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) suspeitam que os casos de diarreia, vômitos e febre estejam relacionados à qualidade das refeições fornecidas às unidades prisionais.
Segundo a Seap, as duas unidades abrigam aproximadamente 1.500 presos. Após o registro dos casos, a Secretaria Municipal de Saúde reforçou o atendimento médico no sistema prisional, enviando 12 profissionais de saúde, entre eles quatro médicos, além de enfermeiros e técnicos de enfermagem. Os detentos passaram a receber hidratação e medicação para controlar os sintomas.
Amostras das refeições fornecidas pela empresa contratada foram encaminhadas para análise laboratorial com o objetivo de identificar a causa do surto. Relatos sobre problemas na qualidade da alimentação são recorrentes e incluem queixas de mau cheiro e até presença de larvas nas refeições.
Diante da situação, a Seap enviou equipes da Vigilância Sanitária, da Ouvidoria e da fiscalização contratual para acompanhar o caso e cobrar providências da empresa responsável pelo fornecimento de cerca de 4.500 refeições diárias às unidades prisionais da região.