Investigação aponta que Vorcaro presenteava mulheres com imóveis de luxo

Foto: Daniel Vorcaro, dono do Banco Master • Reprodução

As investigações envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro revelaram um padrão de gastos elevados que inclui a compra de imóveis de luxo e outros bens de alto valor, supostamente pagos com recursos oriundos de fraudes ao sistema financeiro. Parte desses bens teria sido destinada a mulheres com quem o empresário mantinha relacionamentos.

De acordo com documentos apreendidos pelas autoridades, uma das beneficiadas foi Tatiana Costa Lima, que recebeu um apartamento duplex de 121 m² na Vila Nova Conceição, em São Paulo, avaliado em cerca de R$ 3,2 milhões.

Outra mulher citada nas investigações é Karolina Trainotti, que se apresenta como “sugar baby”. Ela teria sido contemplada com um imóvel estimado em R$ 4,4 milhões, adquirido por meio de uma das empresas ligadas ao banqueiro. Segundo relatos, Vorcaro afirmava a pessoas próximas que a jovem mantinha relação com um parceiro de negócios, e que ele teria encoberto a situação.

Já Martha Graeff, ex-noiva do empresário, teria recebido um volume ainda maior de bens. Conforme apurado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), os repasses somariam cerca de R$ 520 milhões, incluindo imóveis, veículos e joias. Entre os presentes estaria uma mansão em Bay Point, área nobre de Miami, avaliada em aproximadamente R$ 450 milhões.

O relacionamento entre Vorcaro e Graeff foi marcado por idas e vindas, especialmente após o avanço das investigações. Eles se separaram após a primeira prisão do banqueiro, durante a Operação Compliance Zero, chegaram a reatar, mas romperam novamente após nova fase da operação. Em uma das ações da Polícia Federal, Graeff estava com Vorcaro no momento do cumprimento de mandado de busca e apreensão.

Preso desde 4 de março, o banqueiro negocia um acordo de delação premiada com o Ministério Público e a Polícia Federal. Entre as condições discutidas está a identificação de valores desviados e a localização de bens adquiridos com recursos ilícitos, o que pode incluir os presentes concedidos.

A expectativa é que, em troca de possíveis benefícios penais, Vorcaro seja submetido ao pagamento de uma multa que pode se tornar a maior já aplicada a um delator no país. O valor deverá ser definido pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

Pessoas que tiveram contato recente com o empresário afirmam que ele demonstra tranquilidade diante da situação e acredita que poderá permanecer pouco tempo em regime fechado. A delação, segundo relatos, deve começar abordando relações mantidas por ele no meio político e institucional.

Com infromações do Metrópolis