Ainda durante a entrevista ao programa Repórter 98, o deputado federal João Maia (PP) comentou as discussões sobre mudança de partido por parte de parlamentares e afirmou que defende a coerência e a fidelidade partidária, especialmente nos casos em que o político foi eleito com o apoio da legenda.
Segundo João Maia, quando um candidato recebe estrutura e apoio do partido para disputar uma eleição, é natural que exista um compromisso político com a sigla. Para Maia, abandonar a legenda logo após ser eleito sem considerar esse vínculo pode gerar um desequilíbrio nas relações políticas.
“Se o partido lhe apoiou na eleição passada, isso é uma questão de coerência. O partido ajudou você a se eleger, então o correto é ajudar o partido nesse momento também”, afirmou.
Ele ainda explicou que sua posição segue uma orientação definida pela direção nacional do Progressistas, que estabelece critérios mais rígidos para a concessão das chamadas cartas de anuência, documento que permite ao parlamentar deixar o partido sem risco de perder o mandato.
Eriko Jácome
Com a decisão do Progressistas (PP) de seguir a orientação do diretório nacional sobre cartas de anuência, o presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Eriko Jácome, passa a enfrentar um impasse político. Filiado ao partido e pré-candidato a deputado estadual, o parlamentar planejava deixar a legenda para disputar as eleições pelo Partido Liberal (PL).
No entanto, sem a carta de anuência, a eventual saída do PP pode resultar na perda do mandato de vereador e também da presidência municipal da sigla.
Questionado sobre a possibilidade de conceder o documento a Eriko Jácome, o deputado federal João Maia (PP) afirmou que seguirá a orientação da direção nacional do partido e não pretende tomar decisão que contrarie o comando da legenda.
“Isso é uma decisão nacional. Eu não vou desautorizar o presidente nacional do meu partido”, afirmou.