MPRN apura denúncia de racismo contra menino que vendia paçocas em Mossoró

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O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) vai investigar um suposto caso de racismo contra um menino que vendia paçocas em um semáforo em Mossoró, no Oeste potiguar. O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais que mostra jovens abordando a vítima e proferindo ofensas raciais.

Nas imagens, um dos ocupantes de um carro finge interesse em comprar os produtos, mas tenta pegar as paçocas sem pagar. Durante a ação, também foram proferidas ofensas raciais contra a vítima, que supostamente é menor de idade.

Após a repercussão, a Polícia Civil também passou a ivestigar o caso, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEA) de Mossoró. Segundo a corporação, diligências foram iniciadas para identificar os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do caso.

Em nota, o MPRN confirmou a instauração de uma Notícia de Fato para apurar as denúncias. A investigação ficará sob responsabilidade da 10ª Promotoria de Justiça de Mossoró, enquanto a 12ª Promotoria deve atuar na rede de proteção social devido à situação de vulnerabilidade dos menores.

O caso segue sob sigilo por envolver, possivelmente, adolescentes.

Leia a nota do MPRN na íntegra:

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) informa que instaurou uma Notícia de Fato para apurar denúncias de racismo que teriam sido cometidas por adolescentes na cidade de Mossoró. 

O caso, em relação a apuração de ato infracional ou crime de racismo, está a cargo da 10ª Promotoria de Justiça de Mossoró. A referida Promotoria expediu ofício à Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente Infrator (DEA) requisitando instauração de investigação sobre o caso buscando identificar os envolvidos.

Além disso, também será providenciada, pela 12ª Promotoria de Justiça, atuação da rede de proteção em favor da criança, tendo em vista a notícia de vulnerabilidade social e trabalho infantil.

Por se tratar de situação envolvendo possivelmente crianças e/ou adolescentes, o caso segue em sigilo.