Mundial de Clubes terá troca extra em caso de concussão cerebral

FIFA adota importante medida para preservar saúde dos atletas. Foto: Divulgação

O Palmeiras e os demais times participantes do Mundial de Clubes, no Catar, poderão testar uma novidade na regra do futebol. A Fifa liberou as equipes para realizar uma substituição extra em jogadores vítimas de pancadas fortes na cabeça, as chamadas concussões. A medida será aplicada em caráter experimental no torneio e foi bem recebida pelos médicos por se tratar de uma prevenção importante contra lesões graves e o futuro desenvolvimento de doenças neurológicas.

A maior atenção da Fifa está nas disputas pelo alto em que dois atletas chocam as cabeças ao tentar acertar a bola. O problema também pode acontecer em situações como batidas com a trave ou até boladas fortes no rosto. A recomendação é que a partir de agora, um jogador que desmaie ou esteja atordoado após um impacto seja retirado de campo imediatamente. A equipe poderá fazer a alteração mesmo que já tenha realizado todas as trocas permitidas pela regra.

Os médicos dos times vão ter papel fundamental na decisão se um jogador vai ou não ser substituído. E para detectar a necessidade, um teste simples é feito durante o atendimento. O protocolo recomendado é perguntar ao atleta vítima de pancada se sabe o placar do jogo, o adversário, onde estão e o endereço de onde mora. Se não conseguir responder e demonstrar que está atordoado, é sinal de que houve um impacto grave.

Os estudos médicos sobre as concussões em atletas tiveram início principalmente no futebol americano. A Fifa só passou a se dedicar mais ao tema neste século. Na Copa de 2014 um lance na partida entre Uruguai e Inglaterra despertou ainda mais a preocupação da entidade após o lateral uruguaio Álvaro Pereira desmaiar depois de uma pancada na cabeça. O jogador foi atendido, mas insistiu e voltou ao campo.

Estadão