Padilha condena ofensiva dos EUA na Venezuela, pede paz e diz que conflito pode afetar o Brasil

Diante do agravamento do cenário, Padilha afirmou que o Ministério da Saúde já adotou medidas preventivas. Foto: Agência Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, usou as redes sociais neste sábado (3) para criticar o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela e defender uma solução pacífica para a crise. Em publicação no X (antigo Twitter), ele alertou que confrontos armados em países vizinhos geram reflexos diretos e múltiplos no Brasil, especialmente no sistema de saúde.

Segundo Padilha, nenhum conflito se justifica quando termina em bombardeios. Ele ressaltou que a guerra provoca mortes de civis, compromete o funcionamento dos serviços de saúde e dificulta o atendimento à população. Para o ministro, quando esse tipo de situação ocorre em um país próximo, os efeitos se estendem ao povo brasileiro e ao SUS.

Diante do agravamento do cenário, Padilha afirmou que o Ministério da Saúde já adotou medidas preventivas. De acordo com ele, foram mobilizadas a Agência do SUS, a Força Nacional do SUS e as equipes de Saúde Indígena, com o objetivo de reduzir ao máximo os impactos do conflito em território brasileiro. O ministro concluiu a mensagem reforçando o apelo: “Que venha a paz”, enquanto o país se prepara para atender quem precisar.

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Governo brasileiro acompanha a situação

Até o momento, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não divulgou uma posição oficial sobre o ataque. No entanto, conforme apuração da CNN, uma reunião de emergência foi convocada no Itamaraty, em Brasília, para discutir os desdobramentos da ofensiva.

Lula deve participar do encontro por videoconferência, solicitou informações detalhadas sobre a operação militar e avalia antecipar o retorno à capital federal.

Contexto da crise

Na madrugada deste sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a realização de um ataque militar de grande escala contra a Venezuela. Em publicação na rede social Truth Social, ele afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa teriam sido capturados e retirados do país, em uma ação conjunta com a Polícia dos EUA.

Trump informou ainda que mais detalhes seriam divulgados em breve e anunciou uma coletiva de imprensa às 13h (horário de Brasília), no resort de Mar-a-Lago, na Flórida.

Em resposta, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, divulgou uma nota afirmando que o governo venezuelano desconhece o paradeiro de Nicolás Maduro.

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Com informações da CNN Brasil