A Páscoa de 2025 deve movimentar R$ 573,4 milhões na economia do Rio Grande do Norte, um crescimento de 15,2% em relação ao ano passado. Em Natal, o volume deverá atingir R$ 158,1 milhões (+10,6%), e em Mossoró, R$ 61,8 milhões (+20,5%). Os dados estão em pesquisa divulgada nesta segunda-feira (14) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio).
Em Natal, 66,8% dos entrevistados dizem que pretendem dar presente na Páscoa. É o maior percentual da série histórica, iniciada em 2021. Em Mossoró, o índice também apresentou crescimento significativo: 58,3% dos consumidores afirmaram que pretendem comprar presentes, superando os 51,9% registrados no ano anterior.
O chocolate continua sendo o presente preferido, com mais de 97% das intenções de compra nas duas cidades pesquisadas.
Ticket médio em alta
O ticket médio teve alta nas duas cidades. Em Natal, o valor médio dos presentes poderá alcançar R$ 116,48 — aumento de 11% em relação a 2024. Já em Mossoró, o valor poderá chegar a R$ 112,80, 3,8% acima do ano anterior.
Os consumidores com maior renda e escolaridade foram os que mais pretendem gastar, superando os R$ 140 em ambos os municípios. Chama atenção, em Natal, o crescimento da faixa de consumo acima de R$ 200, que atingiu quase 18% — o maior índice já registrado na série histórica. Já em Mossoró, a maioria dos consumidores (50,5%) planejou gastar entre R$ 51 e R$ 100.
Perfil dos consumidores
Em Natal, predominam mulheres (67,3%) entre 25 e 34 anos (75,7%), enquanto em Mossoró a maioria é masculina (60,1%) e na mesma faixa etária (64,6%). Em ambas as cidades, o pagamento à vista, por Pix ou dinheiro, lidera como preferência — uma tendência que reflete o controle financeiro e a busca por evitar o endividamento.
“Os dados da nossa pesquisa confirmam uma recuperação importante do consumo durante a Páscoa no Rio Grande do Norte. O aumento no ticket médio, o crescimento no número de consumidores dispostos a presentear e a expansão da movimentação econômica refletem uma confiança maior por parte da população e a valorização das tradições desta data”, afirma o presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz.
Ele enfatiza que o otimismo do consumidor ocorre “mesmo diante dos desafios do cenário macroeconômico, como a inflação e as limitações orçamentárias de muitas famílias”.