O prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã feche um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz se encerra nesta terça-feira (7), às 20h no horário de Washington (21h em Brasília).
A ameaça inclui a possibilidade de bombardeios em larga escala caso não haja entendimento. O estreito é considerado estratégico para o comércio global de energia e tem sido afetado pelo conflito envolvendo EUA, Israel e Irã.
Ultimato e ameaça de ataque
Trump reforçou a exigência em publicação nas redes sociais no domingo (5) e voltou a defender, na segunda-feira (6), a possibilidade de destruição de infraestrutura iraniana, incluindo usinas de energia e instalações estratégicas.
O presidente afirmou que os EUA teriam capacidade de realizar uma “demolição completa” desses alvos em poucas horas.
Especialistas apontam que ataques a estruturas civis podem configurar violação do direito internacional, dependendo das circunstâncias e da natureza dos alvos.
Resposta do Irã
Autoridades iranianas classificaram o ultimato como “infundado” e “delirante”. O porta-voz militar Ebrahim Zolfaqari afirmou que o país reagirá de forma mais ampla caso haja novos ataques.
O governo iraniano também acusou EUA e Israel de atingirem infraestrutura civil nas últimas semanas, incluindo pontes e instalações estratégicas.
Negociações travadas
Apesar do tom de ameaça, Trump afirmou que o Irã segue participando de negociações indiretas. Países como Paquistão, Egito e Turquia atuam como mediadores.
Uma proposta recente de cessar-fogo de 45 dias, que incluía a reabertura do Estreito de Ormuz, foi rejeitada por ambas as partes.
Segundo o governo iraniano, uma trégua temporária permitiria reorganização militar dos adversários. Teerã apresentou uma contraproposta com condições para um acordo permanente.
Risco de escalada
A tensão aumenta preocupações internacionais sobre uma possível ampliação do conflito no Oriente Médio, com impacto direto no fornecimento global de petróleo e na estabilidade regional.
Países do Golfo têm manifestado preocupação com possíveis retaliações iranianas em caso de ataques a sua infraestrutura.