A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou, nesta segunda-feira (29), que o preço médio das passagens aéreas nacionais chegou a R$ 632,53 em maio, alta de 11,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a tarifa média era de R$ 568,96. Segundo a agência, o aumento foi impulsionado, principalmente, pela alta do querosene de aviação (QAV), que elevou os custos operacionais das companhias aéreas.
Os dados tarifários mostram que, apesar do aumento, 49,1% das passagens domésticas foram vendidas por menos de R$ 500. Já os bilhetes acima de R$ 1.500 representaram 5,4% do total comercializado. O levantamento considera apenas o valor do transporte aéreo informado pelas empresas, sem incluir taxas aeroportuárias e outras cobranças.
De acordo com a Anac, o querosene de aviação passou a representar cerca de 46% dos custos operacionais das companhias em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Entre fevereiro e maio deste ano, o preço do combustível aumentou 87,32%, enquanto, na comparação com os últimos 12 meses, a alta foi de 68,5%, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Mesmo com a elevação das tarifas, o transporte aéreo nacional registrou crescimento no número de passageiros. Em maio deste ano, foram transportadas 8,319 milhões de pessoas, um aumento de 1,9% em relação aos 8,163 milhões registrados no mesmo mês de 2025. O avanço foi puxado principalmente por Latam e Gol, enquanto empresas como Azul, Azul Conecta, Placar, Sideral, Aerotáxi Abaeté e Apuí Táxi Aéreo apresentaram retração no período.
A Azul registrou a maior queda entre as principais companhias do país. Responsável por 28,7% do mercado, a empresa transportou cerca de 148 mil passageiros a menos em maio deste ano, uma redução de 5,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Com informações CNN Brasil