O Rio Grande do Norte passou a ser o estado do Nordeste com a maior proporção de domicílios com acesso à internet. Dados divulgados nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), mostram que 94,4% das residências potiguares estavam conectadas em 2025, o equivalente a mais de 1,21 milhão de lares. Com o resultado, o estado ultrapassou Sergipe (93,5%) e assumiu a liderança regional.
A pesquisa também aponta que apenas 5,6% dos domicílios do estado não utilizavam internet em 2025, percentual inferior aos 7,7% registrados no ano anterior. Em 2016, primeiro ano da série histórica, esse índice era de 33,7%, evidenciando a expansão do acesso à rede ao longo da última década.
Entre a população com 10 anos ou mais, 87,4% utilizaram a internet nos três meses anteriores à pesquisa. Os principais motivos apontados por quem permaneceu desconectado foram não saber utilizar a internet (43,7%) e considerar que não havia necessidade (38,2%). A banda larga fixa estava presente em 93,8% dos domicílios, enquanto a banda larga móvel alcançava 71,3% das residências.
O levantamento mostra ainda que conversar por chamadas de voz ou vídeo foi a atividade mais realizada na internet, citada por 95,2% dos usuários. Em seguida aparecem o envio de mensagens por aplicativos (89,7%), assistir a vídeos, séries e filmes (88,5%), uso de redes sociais (84,7%) e ouvir músicas, rádio ou podcasts (83,2%). Já vender produtos ou serviços (9,3%) e utilizar serviços públicos pela internet (34,1%) estiveram entre as finalidades menos frequentes.
Outro destaque da pesquisa é o avanço da posse de celulares que em 2025, 87,4% dos potiguares com 10 anos ou mais possuíam aparelho para uso pessoal. O número equivale a mais de 2,65 milhões de pessoas, colocando o estado na segunda posição do Nordeste. Apesar da ampla conectividade, o computador ainda não faz parte da maioria das residências: 66,9% dos domicílios do Rio Grande do Norte não possuíam microcomputador nem tablet, percentual superior à média nacional.