O secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta, rebateu as acusações de coerção, feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde RN), contra profissionais que aderiram a greve dos servidores administrativos da saúde do Estado.
Leia também:
Em resposta à reportagem da 98 FM Natal nesta segunda-feira (20), ele afirmou que a pasta visa garantir o contigente mínimo de funcionários em atividade, conforme previsto pela lei, ao enviar a nota informativa com orientações a categoria.
No documento, a pasta pondera que a greve gera a possibilidade do desconto remuneratório dos dias não trabalhados.
Outro ponto abordado é o impacto da adesão ao movimento na carreira de seus participantes. A Sesap destacou que a simples adesão à greve não constitui falta grave, mas “condutas lesivas, inapropriadas ou faltas injustificadas” podem ser utilizadas contra o servidor ao longo da carreira.
“Cabe ao sindicato a condução da greve e nós respeitamos isso, mas cabe a gente garantir que o mínimo do limite necessário para o funcionamento esteja bem estabelecido e cumprido. Então, administrativamente, nós não temos outra alternativa a não ser fazer a nota explicativa como foi feito, colocando claro os limites que a gente tem com a greve e ao mesmo tempo os limites necessários de funcionamento da CESAP, que é de pelo menos 30%”, disse.
“Postura de coerção”
Em publicação nas redes sociais, o Sindicato afirmou que o documento publicado pelo Governo tem “caráter intimidatório” e busca desestimular a adesão dos servidores ao movimento paredista. O sindicato considera que a menção à possibilidade de descontos salariais é uma “tentativa de enfraquecer a mobilização coletiva”.
É lamentável que, diante da primeira greve realizada por essa categoria, o Governo adote uma postura de coerção em vez de diálogo e respeito.
Para o Sindsaúde, a mobilização é um último recurso, devido a negativa do Governo em atender as reivindicações. O sindicato afirmou ainda que a alegação de falta de recursos para o cumprimento dos pedidos não são verdadeiros, apontando para a manutenção de “contratos milionários com empresas terceirizadas e cooperativas, muitas vezes com valores superfaturados”.