Entidades do setor financeiro formalizaram nesta quinta-feira o apoio à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. CNSeg, Confin e Febraban assinaram nota conjunta destacando a trajetória do advogado-geral da União. A apuração é da Coluna do Estadão.
O timing da divulgação não foi casual. O STF julgava nesta mesma data o tema do superendividamento, com risco real de empate que deixaria a decisão ao próximo ministro.
A Corte formou maioria para manter em R$ 600 o mínimo existencial — parcela da renda protegida da cobrança de credores. Por maioria, os ministros também decidiram que parcelas do crédito consignado entram no cálculo desse limite.
O crédito consignado representa um terço de todos os empréstimos a pessoas físicas no país, movimentando R$ 750 bilhões. O setor financeiro acompanhava a votação com atenção direta aos seus interesses.
As entidades avaliaram três fatores para o apoio: Messias é candidatura sem concorrente, a sabatina ocorre em menos de uma semana e outros setores, como CNI e CNSaúde, já haviam se manifestado.
Servidor de carreira, Messias foi procurador do Banco Central e da Fazenda Nacional, o que lhe rendeu proximidade com integrantes do mercado financeiro ao longo da trajetória profissional.