O Tribunal de Contas da União (Tribunal de Contas da União) aprovou um plano nacional para monitorar a eficiência de 2.743 hospitais públicos gerais e especializados do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país.
A iniciativa faz parte do Projeto Eficiência na Saúde e tem como objetivo identificar desperdícios, falhas de gestão e oportunidades de melhoria no uso de recursos hospitalares.
O acompanhamento será feito com base em dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA), além da metodologia de Análise Envoltória de Dados (DEA), que compara unidades semelhantes para medir desempenho.
De acordo com o acórdão 1151/2026 – Plenário, estudos anteriores indicam que a eficiência média dos hospitais do SUS varia entre 28% e 50%, o que pode representar desperdício significativo de recursos públicos. O documento também aponta a possibilidade de déficit de até R$ 57,5 bilhões no sistema até 2030.
O monitoramento vai considerar fatores como baixa eficiência hospitalar, inconsistências em sistemas de informação, variações na produção, alta rotatividade de profissionais e internações que poderiam ser evitadas na atenção primária.
A cada três meses, hospitais com desempenho igual ou inferior a 50% receberão relatórios individuais com análise de eficiência, comparação com unidades de referência e sugestões de melhoria.
Segundo o relator do processo, ministro Antônio Anastasia, a medida não tem caráter punitivo, mas busca induzir melhorias na gestão e na qualidade da rede assistencial.
Os resultados também serão compartilhados com o Ministério da Saúde, tribunais de contas, conselhos de saúde e órgãos de controle interno para apoiar auditorias e aprimorar a gestão hospitalar no país.