Trump rompe tradição de 165 anos e assina nota de dólar nos EUA

Foto: Reprodução/Pexels @davegarcia...

As cédulas de dólar dos Estados Unidos vão passar por uma mudança histórica ainda em 2026. A partir do meio do ano, o dinheiro americano começará a circular com a assinatura do presidente Donald Trump — algo inédito para um mandatário em exercício, segundo informou o Departamento do Tesouro na quinta-feira (26).

A alteração faz parte das ações para celebrar os 250 anos da independência americana e traz outra quebra de tradição: pela primeira vez em 165 anos, as notas não terão a assinatura do tesoureiro dos EUA.

As primeiras cédulas afetadas serão as de US$ 100, que passarão a exibir as assinaturas de Trump e do secretário do Tesouro, Scott Bessent. A impressão começa em junho, mas a chegada ao sistema bancário pode levar algumas semanas.

Enquanto isso, ainda seguem sendo produzidas notas com os nomes da ex-secretária do Tesouro Janet Yellen e da ex-tesoureira Lynn Malerba — a última representante de uma sequência iniciada em 1861, quando o país passou a emitir moeda federal.

A medida é vista como parte de um movimento mais amplo do governo para associar o nome de Trump a símbolos institucionais. Recentemente, um conselho federal aprovou o desenho de uma moeda comemorativa de ouro com a imagem do presidente, embora a legislação impeça que pessoas vivas sejam retratadas em moedas em circulação.

Em nota, Bessent defendeu a iniciativa, afirmando que ela celebra tanto o aniversário do país quanto o atual momento econômico. “Não há maneira mais poderosa de reconhecer as conquistas do país e do presidente do que com notas de dólar com seu nome”, declarou.

Apesar da mudança nas assinaturas, o visual das cédulas será mantido. A legislação americana permite ajustes para evitar falsificações, mas exige a preservação de elementos como a frase “In God We Trust” e o uso de retratos de figuras já falecidas.

Até agora, nenhuma imagem oficial das novas notas foi divulgada. A ex-tesoureira Malerba não comentou a decisão. Já Jovita Carranza, que ocupou o cargo no primeiro mandato de Trump, classificou a mudança como um símbolo da força econômica americana. O atual tesoureiro, Brandon Beach, também apoiou a medida.

A informação foi divulgada inicialmente pela revista Vanity Fair.

Com informações da CNN Brasil