O cardiologista Leandro Echenique, um dos médicos responsáveis pelo atendimento ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que o quadro de saúde do ex-chefe do Executivo exigiu cuidados intensivos após a confirmação de uma pneumonia bilateral, que atingiu os dois pulmões. As informações foram divulgadas durante entrevista coletiva concedida pela equipe médica em Brasília.
Segundo o médico, Bolsonaro apresentou febre alta, calafrios intensos, falta de ar e episódios de vômito durante a madrugada, sintomas que indicavam um quadro infeccioso grave. De acordo com Echenique, os calafrios fortes são característicos de bacteremia, situação em que a bactéria entra na corrente sanguínea e provoca reações mais intensas no organismo.
Ainda de acordo com o médico, no momento em que foi examinado, Bolsonaro apresentava saturação de oxigênio em torno de 80% e pressão arterial de 9 por 5, considerada baixa para um paciente hipertenso. Esses sinais indicavam que a infecção já apresentava critérios de gravidade.
[VÍDEO] Bolsonaro está na UTI com pneumonia bilateral e quadro grave, dizem médicos pic.twitter.com/br7gtNd3aV
— 98 FM Natal (@98FMNatal) March 13, 2026
Após dar entrada no hospital, o ex-presidente foi submetido a exames laboratoriais e de imagem que confirmaram o diagnóstico de pneumonia bilateral, com maior comprometimento do pulmão esquerdo.
O tratamento foi iniciado imediatamente com antibióticos venosos de amplo espectro, além de hidratação e suporte clínico. Segundo a equipe médica, Bolsonaro também recebe tratamento para refluxo, soluços persistentes e desidratação, além de ter iniciado sessões de fisioterapia respiratória, consideradas importantes para a recuperação pulmonar.
Diante da gravidade do quadro, Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e não há previsão de alta neste momento. A equipe médica informou que a permanência na UTI será mantida pelo tempo necessário para estabilizar o quadro clínico e garantir a recuperação dos pulmões.
Segundo Leandro Echenique, a pneumonia atual é mais grave do que os episódios anteriores enfrentados pelo ex-presidente no ano passado, especialmente considerando a idade de Bolsonaro, de 70 anos, e o histórico de problemas de saúde decorrentes da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.