Zema defende regras diferentes para homens no Bolsa Família porque mulheres ‘têm outras atribuições em casa’

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, defendeu nesta segunda-feira (22), em Brasília, a criação de regras mais rígidas para homens que recebem o Bolsa Família. Durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o ex-governador afirmou que beneficiários do sexo masculino deveriam ser obrigados a concluir os estudos e realizar cursos técnicos para permanecer no programa.

Ao justificar a proposta, Zema argumentou que homens e mulheres deveriam ser tratados de forma diferente no acesso às exigências do programa. “As mulheres têm outras atribuições em casa, têm filhos, têm uma diferença muito grande com relação aos homens. Os homens hoje são convidados a trabalhar, e as pessoas não vão por um motivo muito simples: elas têm a segurança de receber um benefício”, declarou.

Segundo o pré-candidato, a medida busca incentivar a qualificação profissional. “Eu quero que os jovens que não concluíram o ensino fundamental, concluam. Quem não concluiu o ensino médio ou não tem ensino técnico profissionalizante, que o faça. Ninguém vai morrer se tiver de estudar”, afirmou.

Durante a palestra, Zema também defendeu uma revisão dos programas sociais e criticou a falta de qualificação profissional entre jovens beneficiários. “Estamos criando uma geração de imprestáveis. Bico não qualifica ninguém e esse trabalho é crônico: está passando de pai para filho”, disse.

O ex-governador ainda propôs mudanças nas relações trabalhistas, incluindo a flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a adoção de remuneração por horas trabalhadas. Além disso, defendeu reformas administrativa e previdenciária e afirmou que o país precisa de medidas para aumentar a credibilidade institucional, reduzir gastos públicos e reforçar o combate à criminalidade.

Entre as propostas para um eventual governo, Zema também declarou que pretende privatizar empresas estatais federais, com o objetivo de reduzir dívidas públicas e ampliar investimentos em infraestrutura.

Com informações de O Globo