O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Brasília, sem previsão de alta. A informação foi divulgada neste sábado (14) pela equipe médica responsável pelo acompanhamento do ex-chefe do Executivo.
Bolsonaro foi diagnosticado na sexta-feira (13) com broncopneumonia bacteriana bilateral, quadro que surgiu após um episódio de broncoaspiração, quando conteúdo do estômago, saliva ou alimentos entram nas vias respiratórias e alcançam os pulmões, podendo causar inflamação e evoluir para pneumonia.
Segundo o cardiologista Brasil Caiado, não é possível estabelecer uma data para a saída da UTI, pois a evolução depende da resposta do organismo e do efeito dos medicamentos.
“Nós não podemos falar em data, porque na verdade nós não sabemos. Precisamos da resposta do medicamento e também do próprio organismo se defendendo”, afirmou.
De acordo com o médico, o quadro é considerado acentuado e grave, principalmente devido à idade do ex-presidente. Em pacientes acima de 70 anos, a pneumonia pode evoluir rapidamente para septicemia, uma infecção generalizada, o que exige atenção médica intensiva.
Por esse motivo, o tratamento exige internação hospitalar, com administração de medicamentos intravenosos e monitoramento contínuo por uma equipe multidisciplinar.
“Esse é o padrão para qualquer caso de pneumonia broncoaspirativa em pacientes da idade dele”, explicou Caiado.
Apesar de o tratamento buscar estabilizar o quadro clínico, os médicos afirmam que o risco de morte ainda existe.
O cardiologista Leandro Echenique destacou que este é o terceiro episódio de pneumonia enfrentado por Bolsonaro e o mais grave até agora, o que aumenta a possibilidade de complicações futuras.
“Ele vai continuar nesse risco no futuro. As medidas preventivas são tomadas, mas o risco permanece”, disse.
Consultas antes da internação
Na semana anterior ao agravamento do quadro de saúde, Bolsonaro passou por consultas e exames médicos no presídio conhecido como Papudinha, onde está detido, segundo relatório da Polícia Militar do Distrito Federal.
Os atendimentos ocorreram entre os dias 5 e 11 de março, conduzidos por Brasil Caiado e profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Durante esse período, o ex-presidente realizou caminhadas diárias e sessões de fisioterapia nos dias 5 e 9.
Também recebeu visitas de familiares, entre eles Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.
Bolsonaro tem histórico de diversas cirurgias e procedimentos médicos desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018 e completará 71 anos na próxima semana.
Com informações da CNN Brasil