Caiado ironiza carta lida por Flávio Bolsonaro e questiona pré-candidatura à Presidência

Na mensagem, o ex-governador questionou a postura de Flávio diante da pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Foto: Cristiano Eduardo/CNC

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou neste sábado (11) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de uma carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em publicação na rede social X, Caiado ironizou o fato de o parlamentar ter lido o documento durante uma transmissão ao vivo no YouTube.

Na mensagem, o ex-governador questionou a postura de Flávio diante da pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

“Flávio Bolsonaro, 45 anos, leu uma carta do pai ao vivo para dizer que está pronto para ser presidente. É isso.”

Crítica foi publicada após divulgação da carta

A manifestação de Caiado ocorreu depois de Flávio Bolsonaro tornar pública a carta recebida de Jair Bolsonaro. No texto, o ex-presidente pede que aliados deixem divergências de lado e preservem a união da direita em meio às disputas internas no campo conservador.

Em outra publicação, Caiado afirmou que um candidato à Presidência precisa demonstrar capacidade para tomar decisões sem depender da aprovação de outra liderança.

Segundo o ex-governador, a população espera que o presidente da República tenha autonomia para conduzir o país, sobretudo em situações de crise.

Ao defender esse posicionamento, Caiado citou como exemplo possíveis conflitos envolvendo Venezuela, Bolívia e Argentina, além de afirmar que “a liderança não é herdada, ela é demonstrada”.

Bolsonaro declara apoio à pré-candidatura de Flávio

A carta foi lida por Flávio Bolsonaro durante uma transmissão ao vivo realizada neste sábado (11). No documento, Jair Bolsonaro manifesta apoio à pré-candidatura do filho à Presidência da República.

Na mensagem, o ex-presidente define Flávio como seu “porta-voz” e afirma que ele é “a melhor opção” para livrar o Brasil “da corrupção, da violência e do empobrecimento”.

Após a leitura, o senador afirmou que a carta representa um apelo pela união dos apoiadores e disse ter recebido do pai a missão de evitar “falas conflitantes” durante a condução da pré-campanha.

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