Espanhol acusado de exploração sexual de adolescente em Natal é preso na Espanha após pedido do MPRN

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Um cidadão espanhol acusado de exploração sexual de adolescente foi preso na Espanha após articulação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) com a Interpol. Ele responde a uma ação penal na 15ª Vara Criminal de Natal.

De acordo com a denúncia, o caso ocorreu em fevereiro de 2014, no bairro de Ponta Negra, na Zona Sul da capital. O suspeito teria abordado um adolescente de 16 anos em um shopping e oferecido um trabalho temporário. Na residência dele, a vítima teria sido induzida à prática de atos libidinosos mediante pagamento em dinheiro.

Após o crime, o investigado deixou o Brasil em um voo com destino a Portugal no dia 12 de fevereiro de 2014. Ele não retornou ao país. O caso só foi denunciado em 2017, depois que a vítima contou o ocorrido a um familiar.

As investigações tiveram apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que realizou diligências para identificar o acusado e apontar o paradeiro dele no exterior. Com base nas informações reunidas, o MPRN pediu a prisão preventiva.

Em outubro de 2025, a Justiça autorizou a inclusão do nome do investigado na Difusão Vermelha da Interpol. O alerta internacional foi publicado em fevereiro de 2026.

A prisão foi efetuada por autoridades espanholas no dia 12 de março deste ano. A comunicação oficial da captura foi encaminhada pela Polícia Federal ao juízo da 15ª Vara Criminal de Natal no dia seguinte. O acusado permanece detido em solo espanhol enquanto aguarda os trâmites do processo de extradição ativa para o Brasil.

Com a confirmação da prisão, a Justiça determinou que sejam adotadas as providências necessárias junto ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional. Este órgão do Ministério da Justiça auxilia na formalização do pedido de extradição por canais diplomáticos. O objetivo é tentar trazer o réu para responder ao processo criminal perante a Justiça do Rio Grande do Norte.

O processo judicial, que estava suspenso devido à ausência do réu, deverá ter seu curso retomado assim que a extradição for concluída. A medida assegura que o crime não prescreva e que o acusado seja submetido ao julgamento conforme as leis brasileiras. O MPRN continuará acompanhando o desdobramento do caso para garantir a aplicação da lei penal.