No Dia Mundial da Asma, celebrado nesta terça-feira (5), uma ação realizada pelo Laboratório de Avaliação e Intervenção Respiratória (Laire) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) reuniu atividades voltadas ao diagnóstico, orientação e conscientização sobre a doença respiratória.
A iniciativa incluiu atendimentos para avaliação do controle da asma, orientações sobre o uso correto de medicamentos inalatórios (Bombinhas) e encaminhamentos para exames de função pulmonar. Também foram distribuídos materiais educativos e realizadas atividades de educação em saúde com foco no autocuidado e na identificação de fatores que agravam os sintomas.
A proposta é ampliar o acesso à informação e fortalecer o acompanhamento de pessoas com diagnóstico da doença, especialmente em casos que exigem monitoramento contínuo.
Asma é doença crônica e afeta milhões de pessoas
A ação ocorre em um contexto em que a asma segue como uma das principais doenças crônicas respiratórias no mundo. A condição é caracterizada pela inflamação persistente das vias aéreas e pode provocar sintomas como falta de ar, chiado no peito, aperto no tórax e tosse frequente.
Embora não tenha cura, o tratamento adequado permite controle dos sintomas e redução das crises, especialmente quando há diagnóstico precoce e acompanhamento regular.
Uso correto de medicamentos ainda é desafio
Um dos principais desafios no controle da asma está no uso correto dos dispositivos inalatórios. Estudos mostram que grande parte dos pacientes comete erros na aplicação das chamadas “bombinhas”, o que reduz a eficácia do tratamento.
Entre as falhas mais comuns estão a inalação inadequada, a falta de coordenação no uso do dispositivo e a ausência de pausa respiratória após a aplicação do medicamento.
Especialistas reforçam que o uso correto dos medicamentos controladores, como os corticoides inalatórios, é fundamental para manter a doença sob controle, enquanto os broncodilatadores são indicados principalmente para alívio de crises.
Doença atinge milhões e exige acompanhamento contínuo
No Brasil, estima-se que cerca de 20 milhões de pessoas convivam com a asma. O país registra centenas de milhares de internações e milhares de mortes por ano associadas à doença, segundo dados de entidades da área da saúde.
Organizações internacionais de saúde alertam que a asma permanece como um problema relevante de saúde pública, especialmente em razão do diagnóstico tardio e da dificuldade de acesso ao tratamento contínuo em algumas regiões.
O agendamento das espirometrias será realizado pelas redes sociais do Laire: Instagram e WhatsApp: (84) 99468-6201. As orientações personalizadas são enviadas de forma on line e para recebê-las deve responder ao questionário: https://linktr.ee/asmalaire2