Gilmar Mendes vê “lavajatismo” em CPI e critica pedido de indiciamento no STF

Ministro aponta vazamentos e pressão midiática; declarações incluem críticas a Rodrigo Janot

Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Gilmar Mendes afirmou que identifica um “quê de lavajatismo” na atuação da CPI do Crime Organizado no Senado.

A declaração foi feita durante sessão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (14), em meio à repercussão do relatório da comissão que pede o indiciamento de ministros da Corte.

Segundo Gilmar, há repetição de práticas associadas à Operação Lava Jato, como vazamentos seletivos, pressão sobre investigados e construção de narrativas antes do julgamento.

O ministro afirmou que esse tipo de atuação compromete o devido processo legal e reforça um ambiente de “denuncismo”.

O posicionamento ocorre após o relatório da CPI, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), incluir pedidos de indiciamento contra integrantes do STF e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Gilmar é um dos citados no documento, ao lado dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Declarações sobre a Lava Jato

O ministro afirmou que a Operação Lava Jato lembra figuras como Sergio Moro, Deltan Dallagnol e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Gilmar Mendes contou que Janot era alcoólatra e, muitas vezes, estava embriagado no meio da tarde.

“Não gostaria de ficar relembrando coisas tristes, mas me chamaram para dançar. É preciso que a gente chame as coisas pelo nome. O herói de então, Janot, era essa triste figura, que a partir das três horas da tarde já convidava seus interlocutores para tomar uma grapa, e que no final do dia já estava bêbado”, afirmou.

Gilmar afirmou que práticas adotadas no período devem servir de alerta para evitar a repetição de excessos institucionais.