O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou a líderes partidários que pretende manter o plano de tratar o fim da jornada 6×1 por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), sem mudanças no cronograma já desenhado. As informações são da jornalista Isabel Mega, da CNN Brasil.
A posição foi reafirmada após o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), negar qualquer recuo quanto ao envio de um projeto de lei com pedido de urgência para extinguir esse modelo de escala de trabalho.
Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (8), Boulos afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhará a proposta ao Congresso com urgência constitucional. Segundo ele, o mecanismo estabelece prazo de 45 dias para deliberação parlamentar, sob risco de trancamento da pauta da Câmara.
“Cada parlamentar terá 45 dias para decidir se votará com os trabalhadores brasileiros ou com os privilegiados. Agora a onça vai beber água!”, escreveu o ministro.
Interlocutores próximos a Hugo Motta avaliam que a estratégia do Palácio do Planalto busca tensionar politicamente o debate. Integrantes da Mesa Diretora da Câmara, por sua vez, destacam que o trancamento de pauta não se aplica à tramitação de PECs, o que, na prática, preserva margem de manobra para que a proposta conduzida pela Câmara avance conforme o calendário previsto.
Com informações da CNN Brasil