O CNPJ alfanumérico será o novo modelo de identificação das pessoas jurídicas no Brasil, que passará a combinar letras e números, mantendo o padrão de 14 caracteres. A mudança foi criada pela Receita Federal para ampliar o número de combinações possíveis e garantir a continuidade das novas inscrições no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).
A recomendação é que empresas e organizações comecem a adaptar seus sistemas, cadastros e integrações com clientes e fornecedores, para que possam reconhecer corretamente os novos CNPJs com letras. A Receita Federal está divulgando orientações sobre a implementação e mantém informações atualizadas em seu portal.
Mesmo com a mudança, os CNPJs numéricos já existentes continuarão válidos normalmente, sem qualquer alteração ou necessidade de atualização cadastral. Os dois formatos — numérico e alfanumérico — irão coexistir e serão aceitos para todos os fins legais e operacionais.
A abertura de novas empresas também não terá mudanças no processo. A inscrição continuará sendo feita normalmente e, mesmo após o início da nova fase, ainda poderão ser emitidos CNPJs totalmente numéricos.
Segundo a Receita, das cerca de 99,9 milhões de combinações possíveis no modelo atual, aproximadamente 69 milhões já foram utilizadas, o que motivou a criação do novo sistema.
Cronograma da implantação
• Julho de 2026: início da implantação do CNPJ alfanumérico, com a emissão dos primeiros registros ao final do mês
• Empresas já registradas: permanecem com seus números atuais, sem necessidade de alterações
• Convivência dos formatos: CNPJs numéricos e alfanuméricos serão aceitos simultaneamente
A mudança marca uma ampliação do sistema de identificação empresarial no país, sem impactar cadastros já existentes.