O secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte, Coronel Francisco Araújo, comentou nesta terça-feira (29), durante entrevista ao programa Primeira Pauta, da 98 FM, os bastidores da operação que resultou na morte Marcelo Johnny Viana Bastos, conhecido como “Marcelo Pica-Pau”, um dos criminosos mais procurados do Nordeste, após quase 24 horas de cerco policial.
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Um dos pontos centrais da fala do coronel foi o veto das forças de segurança à presença de jornalistas no imóvel onde o suspeito se refugiou. Segundo Araújo, houve insistência por parte da imprensa para se aproximar da residência — inclusive com pedidos para entrar no local —, mas a medida foi barrada por representar um risco à integridade dos profissionais.
“A grande preocupação de todos nós da segurança pública era que não fossem atingidas pessoas da população, cidadãos que estavam lá e os jornalistas que estavam fazendo a cobertura”, afirmou o secretário.
Araújo contou que o criminoso se trancou em um compartimento da casa sem acesso externo, o que exigiu a presença do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) para conduzir longas negociações. Mesmo diante do confronto, as forças de segurança buscaram esgotar todos os meios para evitar o desfecho fatal.
“Foi demorado, mas foi dentro do prazo necessário para esgotar todas as possibilidades”, explicou Araújo.
Durante a operação, seis agentes de segurança ficaram feridos — quatro policiais civis e dois militares. Apesar das lesões, todos passam bem.
O desfecho ocorreu após o criminoso resistir à prisão, mesmo com mandado judicial expedido contra ele. Diante da reação armada, a tropa de elite da Polícia Militar foi autorizada a invadir o imóvel. Marcelo “Pica-Pau” foi alvejado e morreu no local.
A operação contou com a participação da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e do Corpo de Bombeiros, que atuou com ambulância em prontidão para eventuais socorros.