Flávio Bolsonaro critica suspensão de visitas e acusa Moraes de “interferir nas eleições”

Senador classificou como "desproporcional e desarrazoável" a suspensão de suas visitas a Jair Bolsonaro por 90 dias e afirmou que recorrerá da medida.

Flávio Bolsonaro (PL) | Foto: Reprodução Flávio Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias suas visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante uma transmissão ao vivo realizada em seu canal no YouTube, o parlamentar classificou a medida como “desproporcional e desarrazoável” e afirmou que ela representa uma tentativa de “interferir nas eleições”.

A suspensão foi determinada após Flávio divulgar uma carta escrita por Jair Bolsonaro, na qual o ex-presidente manifesta apoio à pré-candidatura do filho à Presidência. Na decisão, Moraes ressaltou que uma das medidas cautelares impostas a Bolsonaro proíbe a utilização de redes sociais, “diretamente ou por intermédio de terceiros”, e considerou que a divulgação do conteúdo poderia configurar descumprimento da restrição.

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Durante a transmissão, Flávio afirmou que a decisão deixou o ex-presidente “incomunicável” e reforçou um sentimento coletivo de “injustiça”. “Claramente configura essa tentativa de Alexandre de Moraes interferir nas eleições deste ano. Não bastando a injustiça cometida por ele com Jair Bolsonaro. É mais um grande sentimento coletivo de injustiça”, declarou.

O senador também questionou os critérios adotados pelo ministro e afirmou que outras cartas escritas por Bolsonaro já haviam sido divulgadas anteriormente sem qualquer questionamento judicial. “Por que me dar 48 horas para falar sobre essa carta, algo que já aconteceu outras quatro vezes. Essa é a quinta carta que o presidente Bolsonaro escreve e que se torna pública”, disse.

Flávio informou ainda que pretende recorrer da decisão e afirmou ter acionado a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), alegando que também atua como advogado do ex-presidente. “A OAB vai entrar no circuito, uma prerrogativa inegociável. Nem que seja desta forma absurda e restritiva. Estamos no processo de formalizar”, afirmou o senador.

Com informações da CNN Brasil